Logística e pesquisa ressaltam potencial econômico de Campinas

Rodovias e o Aeroporto de Viracopos facilitam escoamento da produção. Mão de obra qualificada é fator de atração de investimentos para a cidade.


O potencial econômico de Campinas (SP)  faz da cidade, que completa 240 anos na segunda-feira (14), um dos mais atraentes polos de investimentos do País. O desenvolvimento da região, intensificado a partir da década de 40 com a implantação da Rodovia Anhanguera, que facilitou a migração de empresas da Capital para o interior do Estado de São Paulo, é baseado na logística, na geração do conhecimento e na base tecnológica instalada na região.

Essas características tornam a região de Campinas o melhor lugar do País para se investir, avalia José Nunes Filho, diretor-titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp-Campinas). As estradas bem traçadas, o Aeroporto de Viracopos, que abriga o segundo maior terminal de cargas do País, e a instalação do modal ferroviário, previsto para entrar em operação nos próximos cinco anos, é uma das principais características da região.

A cidade tem outras características importantes para a atração de investimentos, explica Nunes Filho, como a geração do conhecimento, a partir de centros de pesquisa e de universidades instaladas na região, como a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), e sua aplicação como mão de obra qualificada.

O diretor do Ciesp-Campinas também destaca a base tecnológica que se instalou na região nas últimas décadas, em especial o polo petroquímico de Paulínia, que atrai para a região uma extensa cadeia produtiva, no entorno da Replan, maior refinaria da América Latina.

Carga tributária
 Por outro lado, os desafios e dificuldades enfrentadas pelas empresas da região são os mesmos do setor em todo o País: carga tributária elevada, que encarecem os custos da produção e, além de tornar os produtos menos competitivos ainda facilita a entrada de importados, a falta de reformas estruturais, que beneficiem o trabalhador, como transporte eficiente, e a escassez de água que vem afetando as indústrias nos últimos meses. “A falta de investimentos na manutenção dos recursos hídricos vem se configurando em um drama para as indústrias, o que só deve ser revertido nos próximos 10 anos”, avalia.

O vice-presidente do Grupo de Estudos e Negócios dos Setores Empresariais (Gênese) de Campinas, Tiago Aguirre, compartilha das mesmas ideias do diretor do Ciesp-Campinas e também vê na cidade o melhor ponto para se investir no Brasil.

O vice-presidente do Gênese, que reúne 60 novos empreendedores, acrescenta que a população com renda diferenciada, a base tecnológica, com indústrias de diferentes setores, e a difusão do conhecimento nas universidades e centros de pesquisa, e a logística que facilita o escoamento da produção potencializam a vocação econômica da região.
8/7/2014