Eficiência da restrição a caminhões em SP é muito baixa, diz ONG

De 2007 a 2011, as restrições à circulação de caminhões em São Paulo reduziram em 9 km a lentidão no trânsito da cidade. A informação foi divulgada na semana passada pelo relatório elaborado pela ONG Nossa São Paulo. Segundo o levantamento, ao mesmo tempo em que as seis proibições impostas pela prefeitura a caminhões e ônibus de grande porte foram aplicadas, a frota de veículos da capital paulista cresceu cerca de 35% (de 5,3 milhões para 7,1 milhões). Na opinião de especialistas em tráfego e mobilidade urbana, políticas restritivas não resolvem o problema do trânsito porque não atacam os carros, principais "vilões" do congestionamento. Eles também rebatem o argumento de que a substituição dos caminhões por veículos de carga menores pode contribuir para a redução de emissão de gases e ajudar a preservar a qualidade do asfalto. Segundo Luiz Flora, diretor de relações institucionais e jurídicas da Associação Nacional de Trânsito de São Paulo, a logística adotada para substituir os caminhões pesados e manter o abastecimento de serviços não reduz o congestionamento pelas vias. “Para uma empresa passar com o caminhão, em um local proibido, ela é obrigada a colocar três ou quatro caminhões pequenos no lugar dele. Então, se você for ver, é o mesmo volume ocupando as vias da cidade” explica Flora. A CET e a Secretaria municipal de Transportes rebatem as críticas dizendo que "todas as medidas adotadas pela prefeitura para tornar o trânsito de São Paulo mais seguro, entre elas a política de restrição e ordenação de veículos pesados, foram acertadas".
 
27/3/2012